Maria
Eduarda Runa é uma fidalga, filha do conde e da condessa de Runa.
Esta encontra-se extremamente doente e frágil. Ela acompanha o
marido, Afonso da Maia, no exílio, mas mostra-se sempre infeliz em
Inglaterra, andando sistematicamente a relembrar e a pensar na sua
vida em Portugal. Maria Eduarda Runa é extremamente religiosa, mas
nem a viagem que realizara a Roma e à proximidade do Papa, lhe
diminuíram as constantes saudades que sente do seu país, mais
propriamente da sua cidade, Lisboa. Odiando Inglaterra, Maria não
permite que o seu filho Pedro estude no colégio de Richmond, porque
segundo os seus ideais, lá não ensinavam o “seu catolicismo”.
Esta convoca o padre Vasques, capelão de Runa, para educar Pedro em
casa, forma que arranja para estar sempre próxima do filho que
superprotege. Toda essa obsessão que Maria Eduarda tem por Pedro
acabará por trazer consequências nefastas para futuramente. Durante
todo o período que reside em Inglaterra, Maria irá surgir
pensativa, melancólica e inactiva, devido á falta de compaixão que
nutre pelo país.
-B
Trabalho realizado a partir da fonte: Resumo dos Maias, de M. A. Liz da Silva
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