“Loucura”, de Mário de
Sá-Carneiro, é um livro bastante interessante no meu ponto de vista. Ao longo de todo o livro o autor explora os sentimentos do leitor e concede-lhe o poder
de viver tudo o que escreveu. Fala-nos num amor implacável, mas no fundo
impossível, fala-nos da ideia de suicídio, na amizade e leva-nos a ver a vida
de um ponto de vista completamente diferente e um pouco obscuro. Todo o livro se foca na vida de Raul Vilar, um rapaz cujo seu mundo é completamente
diferente do nosso , a sua ideia de beleza é extremista e não consegue aceitar
a ordem natural da vida.
Raul teve uma infância bastante
invulgar, começando pelos seus desejos fora do normal, as suas mudanças de
humor, pelo seu desprezo pela vida. Numa das passagens do livro, Raul diz que
gostava que toda a gente morresse, menos ele, para experimentar o medo de viver
sozinho num mundo repleto de cadáveres.
À medida que vai crescendo, Raul
muda a sua maneira de ser e de estar, pelo menos é o que dá a entender ao
leitor. Raul conhece o amor da sua vida, Marcela. Um dos maiores desejos de
Raul passa a ser viver o seu amor com Marcela para sempre, mantendo a sua
beleza e juventude, não aceitando a velhice. A uma certa altura, Raul fala a
Marcela sobre suicídio. Esta ideia não lhe agrada, e recusa. O desfecho desta história é o suicídio de Raul, através
do consumo de uma bebida corrosiva.
Para os leitores que gostam de
submergir num mundo obscuro e macabro, este livro é a obra ideal, porque toda a
história é uma viagem pelos mais recônditos lugares da mente humana, fazendo-nos
refletir sobre até que ponto haverá em nós um louco.
-B
-B
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